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12.05.2015 | admin

UFED Cloud Analyzer oferece acesso imediato aos dados privados da nuvem

Nova solução da Cellebrite facilita a investigação de informações armazenadas na nuvem, seja em mídias sociais, contas de email, armazenadores de arquivo; em 2014, esses dados foram fundamentais para 80% das investigações segundo o IACP

A Cellebrite, fabricante israelense de soluções forenses para investigação de dispositivos móveis, acaba de lançar um produto inovador para análise de dados armazenados na nuvem que permitirá às agências de forças da lei reduzirem a burocracia para se obter evidências virtuais de um crime, o tempo de análise dos dados obtidos e a correlação entre esses dados e os demais capturados em outras fontes de evidência. O UFED Cloud Analyzer, produto da série UFED Pro, já está sendo comercializado no Brasil pela TechBiz Forense Digital e chega para cobrir uma demanda crescente dos investigadores: a importância cada vez maior dos dados armazenados na nuvem – sejam em mídias sociais, contas de email, armazenadores de arquivos – para o desvendamento de um crime.

Segundo pesquisa realizada nos últimos quatro anos pelo o IACP (International Associationof Chiefs of Police), em 2010 os dados coletados nas nuvens contribuíram com menos de 50% dos casos (45,3%) investigados no mundo. Já em 2014 quase 80% (78,8%) dos crimes foram solucionados de alguma maneira com informações obtidas na nuvem. Um claro reflexo do crescente uso das mídias sociais pela população, que os acessa, em sua maioria, através de celulares. Dos 2,1 bilhões de usuários ativos de mídias sociais em todo o mundo, 80% acessam esses dados via dispositivos móveis, segundo dados de janeiro de 2015 da Wearesocial. E os criminosos também fazem parte dessas estatísticas.

De que forma o UFED Cloud Analyzer contribui para o trabalho dos investigadores? Este instrumento de investigação original e poderoso coleta automaticamente os dados e metadados existentes na nuvem e os prepara em um formato de análise forense. Os examinadores podem pesquisar, filtrar e classificar de forma eficiente os dados para identificar rapidamente  detalhes (“Quem? Quando? Onde?”) de um crime e  avançar em suas investigações.

Vantagens

O acesso aos dados privados é instantâneo e é possível obtê-lo com ou sem o consentimento do usuário. Logicamente esse acesso facilitado não exclui a necessidade de mandados de segurança, sendo apenas um facilitador do processo, que costuma ser longo. “O processo de liberação dos dados das contas dos usuários demora muito tempo. Nos Estados Unidos, os provedores demoram de três semanas a três meses para liberar as informações. Fora dos EUA, esse tempo pode ser ainda maior, porque existe todo um trâmite legal que envolve o Departamento de Justiça Americano. E nem todos os pedidos são atendidos: nos Estados Unidos as taxas de atendimento chegam a mais de 80%, mas em outros países, como a Alemanha, ficam abaixo de 50%”, disse Sharaf Rozanski, diretor de produtos forenses da Cellebrite em webinar de lançamento do UFED Cloud Analyzer.

Além do tempo gasto para se obter informações, nem sempre os servidores tem os dados gravados. E ao receber os dados, com diferentes formatos, como os juntar e cruzar essas informações com as evidências oriundas de outras fontes? “A nuvem não contém todas as informações necessárias para se desvendar um caso. Há outras fontes, que vem em outros formatos”, lembra Rozanski. O UFED Cloud Analyzer realiza este trabalho. Uma mensagem do Twitter, outra do Facebook, uma terceira do Gmail, todas parecerão da mesma forma no UFED Cloud Analyzer, o que facilitará a visualização e o cruzamento de informações.

Outra grande vantagem é a maneira como a solução se enquadra no ecossistema do usuário. “Você deve ser capaz de levar a informação a um segundo nível ou compartilhá-la com outro investigador, e utilizar outras ferramentas de investigação, incluindo a nossa ferramenta de investigação Link Analysis”, afirma o diretor de produtos forenses da Cellebrite.

Os detalhes sobre o funcionamento da solução serão demonstrados em breve em webinars oferecidos pela própria Cellebrite e pela TechBiz Forense Digital. Além disso, o produto será demonstrado durante o ICCyber 2015, entre 23 e 25 de junho, em Brasília.

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