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27.01.2016 | admin

Preparando-se para o inevitável

Relatório da Nuix revela maior consciência do setor corporativo para lidar com as ameaças cibernéticas e sobre o perigo das ameaças internas

Sim, levou um certo tempo, mas em 2015 a conclusão do recente relatório sobre cibersegurança elaborado pela Nuix, parceira da TechBiz Forense Digital, juntamente com Ari Kaplan Advisors, é que a maioria das empresas aceitou o o axioma de que algum nível de vulnerabilidade é universal. “Como elas estão lidando com isso é o que distingue as que estão prontas para o inevitável e aquelas que estão destinadas a aparecer nas primeiras páginas dos jornais”, diz o documento. Foram entrevistados por telefone, sob a condição de anonimato, 28 profissionais da segurança com graus variados de responsabilidade, entre agosto e outubro de 2015. A maioria (71%) pertence a organizações com mais de 5 mil colaboradores de indústrias diversas.

O relatório “Defending Data” mostra que o aumento da consciência também vale para os valores destinados ao gerenciamento e à defesa do perímetro e aqueles destinados à resposta a incidentes; e ao impacto das leis e regulamentações nas verbas do setor. As ameaças internas são um grande foco e já demandam um programa ou política interna específicos entre dois terços dos entrevistados.

“Se você não tomar nenhuma medida para impedir uma crise, alguém certamente irá forçá-lo a fazer”, avisa Keith Lowry, vice-presidente sênior da Nuix para inteligência contra as ameaças aos negócios. E ele se apoia em dados: uma pesquisa conduzida pela Loudhouse, empresa de pesquisas em tecnologia, identificou que 35% dos tomadores de decisão e funcionários poderiam vender dados corporativos sensíveis (ou dados de consumidores armazenados nos servidores protegidos das empresas) pelo “preço certo”. Para 25% dos funcionários pesquisados, este preço girava em torno de US$ 8 mil e para 18%, era mais baixo, US$ 1. 550.

Identificação

A parte positiva é que 93% dos entrevistados relataram ser capazes de identificar seus dados de valor crítico; quase todos (96%) possuem uma política de resposta imediata aos incidentes de segurança; e 100% disseram ser capazes de detectar os responsáveis por desvios de dados. Mas, esses números caem para 69% quando devem responder o que as pessoas fazem com os dados de valor crítico depois de acessá-los. “Esta é a parte difícil”, admitiu um líder de TI do setor de energia.

Diante deste cenário de inevitabilidade, o caminho é investir em tecnologias e treinamentos. “Precisamos sair do modelo de tecnologia “letras verdes na tela preta” e entregar respostas de forma mais acessível e digestiva. “Precisamos deixar a tecnologia fazer o trabalho duro para a gente e permitir que pessoas inteligentes utilizem seu poder de cérebro e seu poder analítico de forma mais efetiva”, diz Jim Kent, o líder global de segurança da Nuix e CEO da América do Norte.

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