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1.11.2011 | admin

Peritos ganham aliado na identificação da pornografia infantil

Marek Talarczyk, gerente de vendas e desenvolvimento da Videntifier,  esteve no Brasil para apresentar a solução no ICCyber 2011.

Marek Talarczyk, gerente de vendas e desenvolvimento da Videntifier, esteve no Brasil para apresentar a solução no ICCyber 2011.

TechBiz Forense Digital traz para o Brasil o Videntifier™ Forensic, tecnologia inédita que identifica automaticamente e sem necessidade da visualização humana o conteúdo ilícito de vídeos e imagens, como pornografia infantil, terrorismo, pirataria etc.

Uma tecnologia exclusiva no Brasil promete facilitar o trabalho das forças da lei que investigam imagens e vídeos com conteúdo ilícito apreendido em computadores suspeitos de manipular e distribuir material como pornografia infantil, terrorismo, pirataria, infrações contra corporações, entre outros. A TechBiz Forense Digital acaba de firmar a parceria com a empresa islandesa Videntifier Technologies para trazer ao país a solução Videntifier™ Forensic, composta por hardware e software, capaz de automatizar a análise de vídeos e imagens, sem que os peritos tenham que visualizar cenas que não costumam ser das mais agradáveis.

Com um simples movimento de arrastar o arquivo e soltá-lo (drag and drop) no programa, é possível inspecionar cada hora de vídeo em 30 segundos. O software pode rodar continuamente, noite e dia, e processar diariamente 100 mil videoclipes. O hardware FEU (Fingerprint Exctract Unit), que possui uma placa de vídeo poderosa, extrai todas as “impressões digitais” do vídeo a ser analisado.

Isso mesmo, as impressões digitais ou fingerprints – um conjunto de números que identifica várias partes de cada frame do vídeo – é um dos grandes trunfos da ferramenta. O Videntifier™ Forensic extrai cerca de 150 mil impressões em cada hora de vídeo. Atualmente, a solução possui mais de 6 bilhões de fingerprints de vídeos em sua base patenteada, o que representa cerca de 70 mil horas de conteúdo de vídeo.

Entenda

Ao contrário dos valores de hash que se modificam se houver alteração em qualquer bit do conteúdo, as centenas de fingerprints contidas em cada frame reconhecem um vídeo mesmo que haja alterações como inserção  de legenda, espelhamento, compressão etc. “A rotação, por exemplo, é uma alteração que não seria identificada via valor de hash, o que não é o nosso caso. Identifico alterações de cor, inclusão de legendas, mesmo que sejam três segundos de alteração, escondidos em um vídeo grande”, explica Marek Talarczyk, gerente de vendas e desenvolvimento da Videntifier, que esteve no Brasil para apresentar o produto no ICCyber 2011.

Para facilitar o trabalho dos investigadores, a solução conta com uma lista Negra e outra Branca (Black e White List) que são bases de dados contendo material ilegal e legal, respectivamente. ¨Como companhia, não podemos ter acesso ao conteúdo ilícito, então a polícia faz  a inserção desse conteúdo em nossa base e única coisa que temos acesso e trafegamos na rede são as impressões digitais¨, afirma Marek Talarczyk.

Funciona assim: a polícia confisca, por exemplo, um USB suspeito, que é encaminhado à perícia. Todos os vídeos contidos nesse memory stick são transferidos para o Videntifier assim que o dispositivo é plugado no hardware FEU. Automaticamente, inicia-se o processo de identificação do conteúdo.

Uma base de dados central armazena as impressões de todo o material em vídeo. Durante o processo de identificação, cada frame de vídeo é comparado à base de dados. A solução identifica o nome dos vídeos, classificação, descrição e encaminha esses dados ao cliente. Caso a sequência não seja identificada (por exemplo, porque o Videntifier™ Forensic nunca tenha visto a imagem), o software move o vídeo para uma pasta separada onde ele possa ser analisado manualmente.

Compartilhamento

Para tornar o serviço atualizado, a Videntifier Technologies constantemente adiciona novas fingerprints à base de dados e acompanha o trabalho dos investigadores para que eles também possam adicionar vídeos não identificados à base.

“A vantagem é que várias polícias do mundo utilizam e alimentam essa tecnologia. Às vezes a análise de um caso aqui do Brasil já passou por uma análise na Inglaterra e Holanda”, afirma Sandro Süffert, CTO (Chief Technical Officer) da TechBiz Forense Digital.

A Videntifier Technologies começou a desenvolver essa tecnologia para atender à necessidade da polícia da Islândia em analisar conteúdo de vídeos envolvendo pornografia infantil e terrorismo. Atualmente, a empresa atende às forças da lei do Reino Unido, França e Holanda e está expandindo sua atuação nos Estados Unidos e Brasil – por aqui com a parceira firmada com a TechBiz Forense Digital.

Videntifer’s Forensic

  • Armazena centenas de horas de conteúdo.
  • Reconhece vídeos 80 vezes mais rapidamente do que análises feita sem tempo real.
  • Não se engana em casos de grandes alterações, como compressões, espelhamento, cortes, etc.

Veja o vídeo!

CURIOSIDADE

Estatísticas 2010, segundo pesquisa da Royal Pingdom

- 2 bilhões: O número de vídeos vistos por dia no YouTube.

- 35: Horas de vídeo enviadas ao YouTube a cada minuto.

- 186: O número de vídeos on-line do usuário médio da Internet (EUA).

- 84%: Participação dos usuários de internet que assisti a vídeos on-line (EUA).

- 14%: Percentagem de utilizadores da Internet que enviou vídeos on-line (EUA).

- 2 bilhões: O número de vídeos vistos por mês no Facebook.

- 20 milhões: Os vídeos enviados ao Facebook por mês.

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