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25.01.2011 | admin

O mercado negro do cibercrime em expansão

Fonte: Computer Crime Research Centre e Infosecurity-magazine.com

A Panda Security publicou o relatório “The cybercrime black market uncovered” – ou, em livre tradução “O mercado negro do cibercrime revelado” –, de autoria do diretor técnico da empresa Luis Corrons e de seu time de colaboradores, que mostra o crescimento dessa atividade, mesmo no período de crise econômica. Anteriormente, diz o relatório, não era tão fácil localizar sites ou indivíduos dedicados a esse tipo de negócio. Hoje é relativamente simples se deparar com essas ofertas em fóruns underground.

O mercado negro de venda de dados pessoais confidenciais está em expansão o que se pode notar com a evolução global do malware e do crescimento em geral das ameaças desenvolvidas para roubar dados bancários. Segundo a Panda, o crescimento exponencial de malware nos últimos anos é um fato incontestável.

“Alguns anos atrás relatávamos que 500 novas ameaças eram criadas a cada mês. Atualmente, o PandaLabs, nosso laboratório anti-malware, recebe em média 63 mil novas ameaças por dia. E isso não diz respeito a tudo o que é criado, apenas ao que nos afeta”, afirma o relatório.

Números: PandaLabs registra 63 mil novas ameaças por dia; em 2010, o banco de dados da Panda registrava 60 milhões de ameaças classificadas contra 14 milhões em 2008; para se ter dados completos de um cartão de crédito paga-se em média US$ 150.

 

De acordo com o estudo da Panda, não se trata apenas de uma questão de crescimento exponencial, mas de uma tendência que avança. “Em 2009, nosso banco de dados de Inteligência Coletiva possuía quase 40 milhões de ameaças classificadas e em 2010 adicionamos outros 20 milhões.  O que significa que agora temos mais de 60 milhões.”

Cinco anos atrás, diz o relatório, existiam apenas 92 mil tipos de malware catalogados em 15 anos de história da companhia, mas esse número subiu para 14 milhões em 2008 e 60 milhões em 2010, o que dá uma boa indicação da taxa de crescimento.

Então, o que está levando a esse crescimento massivo?

Luis Corrons e sua equipe dizem que as organizações do cibercrime possuem agora uma estrutura hierárquica onde cada ação é desempenhada por especialistas.

“Se você pensar nos diferentes países onde essas organizações estão presentes, é possível terá uma clara ideia do número de pessoas envolvidas nesse tipo de atividade criminosa e quem se beneficia do anonimato oferecido pela Internet”, diz o estudo.

A engenharia social é então usada para divulgar anúncios, enganar vítimas através de vetores de distribuição mais populares, sendo o email um dos canais mais frequentemente usados, apesar de as mídias sociais e websites falsos também serem bem comuns.

Assim que as credenciais do cartão são coletadas, chega a hora de vendê-las e, diz a Panda, os preços variam de acordo com o vendedor, embora a média seja de US$ 150 para um cartão completo, com pedido mínimo de cinco unidades. Também existe, diz o relatório, um custo adicional para a impressão do cartão físico, plastificado: US$ 30 com plástico branco e US$ 80 com impressão colorida. “Os vendedores garantem a qualidade do cartão (imagens de cerca de 2.800 dpi)  e de que ele será idêntico ao original do banco, incluindo o holograma”, diz o estudo.

O que os usuários de internet e os donos de cartões podem fazer para evitar o crescimento do cibercrime?

O relatório recomenda não oferecer o cartão para ninguém e mantê-lo com você o tempo inteiro. Além disso, os proprietários não devem nunca assinar recibos em branco.

“Nunca dê o número da sua conta ou senhas por telefone, a não ser que esteja 100% certo da confiabilidade da companhia ou se você tiver feito a ligação para a requisição de um serviço”.

Usuários online não devem responder a emails não solicitados, mensagens instantâneas, torpedos ou a pop-ups que parecem ser de bancos, operadoras de cartão de crédito, empresas de telefonia ou lojas on-line.  Finalmente, o relatório recomenda que os usuários da internet não devem nunca usar o cartão de débito para compras on-line. Opte sempre pelo crédito.

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