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8.11.2012 | admin

MPRJ utiliza a forense digital na investigação de importantes casos

Seis grandes crimes mensais – de improbidade administrativa a pornografia infantil – são investigados pelo laboratório fornecido pela TechBiz Forense Digital ao Ministério Público do Rio de Janeiro

Há três anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro, com o auxílio da TechBiz Forense Digital, montou um laboratório de computação forense para investigar e combater os crimes relacionados a cartéis. Hoje, a estrutura fornecida pela empresa é utilizada para qualquer tipo de demanda do MPRJ, desde fraudes em licitações, passando por improbidade administrativa, pedofilia até homicídios. E já há necessidade de expansão da infraestrutura, utilizada para a realização de análises e exames periciais relacionados à comunicação humana, dados processados e dados armazenados eletronicamente.

“Atualmente, qualquer tipo de crime envolve apreensões de computadores. Os profissionais da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) tratam os materiais em meio magnético, cujo conteúdo é estático e inerte, e geram um relatório embasado cientificamente, o que permite uma melhor compreensão do conteúdo e confere robustez às alegações do Ministério Público”, explica o perito João Bernardo Aversa, da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, Divisão de Evidências Digitais do MPRJ.

A TechBiz Forense Digital prestou consultoria, treinamento e implantou soluções variadas para que o MPRJ pudesse realizar investigações completas em dispositivos eletrônicos: da duplicação forense à visualização de arquivos apagados e não alocados, gerenciamento de casos, pesquisas utilizando palavra-chave, hash, assinaturas e filtros, processamento de grandes quantidades de dados, recuperação de senhas de arquivos criptografados, identificação de esteganografia etc. “Isso deu muita celeridade ao Ministério Público do Rio de Janeiro, que trabalha com cerca de seis grandes casos mensalmente”, informa Aversa.

Aplicação

Responsáveis pela defesa da ordem jurídica e fiscalização do cumprimento da lei no Brasil, os Ministérios Públicos tratam da investigação de crimes, requisição de instauração de inquéritos policiais, responsabilização dos culpados, combate aos meios ilícitos de provas, entre outras frentes de atuação. “Podemos tanto fazer denúncias, quanto investigá-las, solicitando mandados de busca e apreensão. Os casos que tratamos em geral têm grande repercussão na mídia e envolvem políticos, milícias, prefeituras e empreiteiras”, explica o perito.

O trabalho desempenhado pela CSI/DEDIT pode ter a natureza de análise ou de perícia. Na análise, a tarefa não demanda conhecimento profissional especializado, mas apenas a utilização de rotinas ou de tecnologias que facilitam a elaboração de relatório. Já na atividade pericial são realizados exames específicos, por profissional habilitado e qualificado quanto à natureza do material a ser periciado. “Quando é o caso de um trabalho pericial, a CSI/DEDIT, pode participar do processo como assistente técnico pericial. Tal qualidade evita qualquer discussão jurídica acerca da validade do trabalho produzido pela CSI/DEDIT”, diz Aversa.

Cuidados

Todas as evidências encontradas em investigações do MP são anexadas ao processo judicial e servem como prova para o promotor ou como parte da investigação. Daí a importância de se extrair dados com soluções que mantenham a cadeia de custódia – o que só as ferramentas integradas pela TechBiz Forense Digital são capazes de fazer. “O que apuramos aqui serve de indício para muitas outras coisas, abre muitas outras frentes de investigação”, pontua o perito.

Em situações de busca e apreensão, equipamentos com o Solo IV e o FRED tornaram-se fundamentais para os peritos realizarem a duplicação das mídias suspeitas, seja em campo ou no próprio laboratório. “Atuamos muito em sistemas críticos, seja em prefeituras ou empresas, em que o sistema não pode ficar muito tempo fora do ar. Nesses casos fazemos a duplicação no próprio local.”

Com as evidências prontas para serem analisadas, as funcionalidades das ferramentas forenses, como o EnCase que trata arquivos deletados, recupera dados e busca por palavras-chaves, são fundamentais para os investigadores.

“Muitas vezes precisamos fazer associações entre indivíduos e determinadas corporações e a busca por palavras-chaves agiliza muito o nosso trabalho”, diz. Já o FTK permite a análise rápida de um grande volume de dados. “Recentemente, participamos de uma operação que demandou a análise de muitas informações e pelo processo de indexação e busca rapidamente obtivemos êxito.

A mais recente aquisição do Ministério Público do Rio de Janeiro foi o UFED (Universal Forensics Extraction Device), da Cellebrite, solução standalone de extração simplificada de dados em dispositivos móveis – uma demanda cada vez maior.

“Muitas vezes precisamos fazer associações entre indivíduos e determinadas corporações e a busca por palavras-chaves agiliza muito o nosso trabalho”, diz o perito João Bernardo Aversa. Já o FTK permite a análise rápida de um grande volume de dados. “Recentemente, participamos de uma operação que demandou a análise de muitas informações e pelo processo de indexação e busca rapidamente obtivemos êxito.

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