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31.03.2014 | admin

Gastos com cibersegurança chegarão a US$ 500 bi em 2014

Estudo da Microsoft, realizado pelo IDC e NUS, alerta consumidores sobre a conexão entre brechas de segurança, malware e pirataria

Na terça-feira, 18 de março, o IDC e a Universidade de Singapura (National University of Singapore – NUS) publicaram o estudo intitulado, em livre tradução, ¨A ligação entre o software pirata e as brechas de cibersegurança: como o malware em software pirata tem custado ao mundo bilhões¨. Segundo o estudo conduzido pelo IDC/NUS, e que faz parte da campanha global da Microsoft “Play It Safe”, serão gastos, em 2014, US$ 500 bilhões para lidar com problemas causados por malware oriundo de software pirata. Consumidores individuais, por sua vez, devem desembolsar US$ 25 bilhões e consumir 1,2 bilhão de horas este ano devido às ameaças de segurança e consertos em computadores.

Foram entrevistados em todo o mundo 1.700 consumidores, profissionais de TI, CIOs e representantes de governos em 15 mercados, e coletadas informações da análise forense feita pela NUS em 203 computadores. Dessas máquinas, compradas em 11 países como ¨novas¨ (mas, na verdade, carregadas de softwares piratas), 61% estavam infectadas com malware perigoso. A maioria dos computadores infectados apresentava mais de uma ameaça de malware, sendo que uma única ameaça poderia infectar múltiplos arquivos.

Prevenção falha

Sessenta por cento dos consumidores pesquisados disseram que o maior medo ao ter o computador infectado por um software malicioso é a perda de dados, arquivos ou informações pessoais, seguidos por transações de internet não autorizadas (51%) e sequestro de email, redes sociais e contas bancárias (50%).

Mas, apesar de temer esse tipo de perda ou ataque, 43% dessas pessoas admitem que não realizam atualizações de segurança, tornando-se alvos fáceis para os cibercriminosos. ¨Não proteger o computador nos dias de hoje é o mesmo que deixar as portas e janelas de sua casa destrancadas. Portanto, quando se trata de cibersegurança, temos um grande trabalho a fazer para persuadir as pessoas a mudarem o seu comportamento¨, escreveu David Finn, diretor executivo do Microsoft Cybercrime Center.

O estudo também revelou que empresas são duramente atingidas por malware introduzido via software pirata. Em 2014, o mundo os negócios gastará US$ 127 bilhões para lidar com questões de segurança e US$ 364 bilhões para lidar com violações de dados, sendo que quase dois terços dessas perdas, ou seja US$ 315 bilhões, serão resultado da ação do crime organizado – malware lançado por criminosos com motivações financeiras. Quanto aos governos, eles podem desembolsar mais de US$ 50 bilhões para lidar com os custos associados a malwares provenientes de softwares piratas em 2014. Fontes do governo pesquisadas pelo IDC dizem que a grande preocupação em relação aos softwares infectados é a perda de segredos de transações comerciais ou informações sobre concorrência (59%), seguidas pelo acesso não autorizado às informações confidenciais do governo (55%) e o impacto de ciberataques em infraestrutura crítica (55%).

Mais informações sobre o estudo da IDC estão disponíveis no site Play It Safe da Microsoft (http://www.play-it-safe.net) e na sala de imprensa da Unidade de Crimes Digitais (http://www.microsoft.com/en-us/news/presskits/dcu/default.aspx).

NÚMEROS

“The Link Between Pirated Software and Cybersecurity Breaches: How Malware in Pirated Software is Costing the World Billions”
  • Em 2014 serão gastos US$ 500 bilhões para lidar com problemas causados por malware oriundo de software pirata.
  • Nos negócios, os gastos serão de US$ 127 bilhões para lidar com questões de segurança e US$ 364 bilhões para evasão de dados, e quase dois terços dessas perdas, ou seja US$ 315 bilhões, será resultado da ação do crime organizado com motivações financeiras.
  • Consumidores individuais devem desembolsar US$ 25 bilhões e consumir 1,2 bilhão de horas este ano devido às ameaças de segurança e consertos em computadores.
  • Quanto aos governos, eles podem desembolsar mais de US$ 50 bilhões para lidar com os custos associados a malwares provenientes de softwares piratas em 2014
  • 43% dos entrevistados admitiram não realizar atualizações de segurança em suas máquinas.

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