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FBI quer maior controle sobre os endereços de IP
Robert Flaim, da divisão operacional de tecnologia do FBI, diz que agência trabalha com corporações como a ICANN para ser mais pró-ativo no combate aos crimes.
O FBI tem trabalhado fortemente com a ICANN (Internet Corporation of Assigned Names and Numbers) para prevenir e controlar os incidentes e crimes digitais. A entidade é responsável pela coordenação global do sistema de identificadores exclusivos da Internet, como nomes de domínio (.org, .museum e códigos de países, como .UK ou .br) e os endereços usados em vários protocolos da Internet. “Temos que nos certificar que os endereços IP caiam nas mãos corretas, nas mãos de pessoas que realizam processos legítimos na internet”, disse Robert Flaim, da divisão operacional de tecnologia do FBI, em palestra durante o ICCyber, em setembro.
E um dos grandes desafios para os próximos anos será definir políticas para o protocolo IPv6, que pode dificultar o rastreamento de IPs devido ao grande volume de endereços – bem maior do que o IPv4, que segundo dados da ARIN (American Registry for Internet Numbers), já possuía 94,5% dos seus endereços possíveis ocupados até o começo de setembro de 2010.
Segundo Flaim, um dos problemas enfrentados durante uma investigação é o registro crescente de Proxy privado em que o candidato é oculto. Daí a necessidade de se estabelecer um WHOIS público – recomendação do FBI à ICANN. Através desse protocolo é possível consultar informações de contato (administrativo, técnico e de cobrança) e DNS sobre entidades de internet. “A ICANN também deve definir regras que fechem as brechas sobre as responsabilidades e transparência, afinal existe uma cadeia de custódia para a investigação”, disse Robert Flaim.
Periodicamente, o FBI se reúne com as RIR (Regional Internet Registry), organizações sem fins lucrativos responsáveis pela distribuição de endereços IP em nível regional para os provedores de serviços na Internet e registradores locais. “Todas as RIR estão se conscientizando de como é importante trabalhar com as forças policiais. Queremos passar de reativos para pró-ativos”, afirma. Ao todo,existem cinco organizações que alocam endereços IP no mundo: ARIN (América do Norte); RIPE (Europa e áreas próximas), APNIC (Ásia/Pacífico, inclusive Japão, Coréia, China e Austrália), AfriNIC (África) e LACNIC (América Latina e Caribe).
“As recomendações das forças policiais às RIR já foram endossadas, mas ainda não foram implementadas. A gente quer trabalhar com a indústria porque, embora os registrantes sejam, em sua maioria, legítimos, 10% deles são ‘ruins’”, diz Flaim.
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