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5.02.2015 | admin

E-commerce é importante fonte de receitas, mas perdas com fraudes são grandes

Estudo da RSA mostra a importância das transações comerciais realizadas via dispositivos móveis, mas alerta para a falta de sistemas e processos adequados para lidar com as fraudes; perdas chegam a US$ 92 milhões anuais em grandes companhias norte-americanas

A importância da internet e dos dispositivos móveis na geração de receitas para grandes companhias norte-americanas foi atestado pelo estudo “Mobile E-Commerce: Friend or Foe? Cyber Security Study”, realizado pela RSA, parceira da TechBiz Forense Digital, pela TeleSign e pela J.Gold Associates. Um terço das 250 organizações norte-americanas, com receita média de US$ 250 bilhões, disseram obter entre 26% e 50% de receitas com a internet. Sendo que 25% afirmaram que entre 11% e 25% dessas receitas vêm de aplicativos para dispositivos móveis. “Esses valores foram mais altos do que esperávamos”, escreveu a RSA em seu relatório. “Mas indicam claramente a importância da internet e dos dispositivos móveis na geração de um grande fluxo de receitas.”

A pesquisa abordou companhias engajadas em interações com consumidores e com clientes corporativos através de ferramentas de e-commerce, sejam elas voltadas para PC ou dispositivos móveis. Além da análise dos ganhos econômicos oriundos das transações via aplicativos baseados na internet e dispositivos móveis, o relatório analisou o impacto das perdas com as fraudes virtuais, as ameaças e brechas recentes e as soluções que podem garantir a maior segurança das interações com os consumidores.

Em média, as organizações indicaram perder US$ 92 milhões por ano com fraudes envolvendo aplicativos para dispositivos móveis.

• Apenas 8% das empresas entrevistadas disseram não ter sofrido perdas com atividades fraudulentas nos últimos 12 meses;
• 34% disseram ter sofrido perdas de 5% de receita;
• 14% sofreram perdas de mais de 10%;
• 15% indicaram perdas de cerca de 25%.

Muitos respondentes afirmaram que o prejuízo foi ainda maior. “Esse é um número vertiginoso e justifica o fato de muitas empresas ainda serem cautelosas em relação às atividades de e-commerce. Também indica a existência de um problema muito sério que não está sendo endereçado adequadamente pelos processos e sistemas atuais. Melhorias em prevenção de perdas precisam ser rapidamente implementadas para estancá-las”, afirma o relatório da RSA.

Percepção e realidade

Mesmo com os números tão alarmantes, a maioria dos entrevistados alegaram possuir sistemas e processos suficientes para minimizar as fraudes. Uma clara desconexão entre realidade e percepção. Cerca de 2/3 das empresas pesquisadas disseram poder rapidamente detectar e remediar fraudes de internet e dispositivos móveis em seu site. Segundo os entrevistados, os principais riscos (e os mais fáceis de identificar) são os malwares, as falsas lojas de apps e os códigos maliciosos incorporados em aplicativos.

“É preciso um trabalho bem mais intenso para assegurar as interações comerciais oriundas de dispositivos móveis ou de aplicativos para esses dispositivos. Claramente, o ‘ambiente móvel’ representa um risco em crescimento que não está sendo tratado adequadamente”, diz a RSA.

Tendência

Com certeza essa será uma preocupação das companhias: 50% pretendem adotar ferramentas de análise avançada, como rastreamento e análise de comportamento para detecção de atividade fraudulenta nos próximos anos. Segundo a RSA, a tendência é uma consequência direta da maturidade das soluções e da habilidade em utilizá-las com o mínimo de recursos, incluindo ofertas de serviço em nuvem, bem como a redução dos custos de implementação da tecnologia.

Outra tendência para o aprimoramento da proteção a esse tipo de transação é em relação à forma de autenticação dos usuários de dispositivos móveis. Os tradicionais nome e senha estão migrando para autenticações biométricas e autenticações multifator avançadas. “Acreditamos que haverá uma grande transição na forma de autenticação nos próximos 3-4 anos, com organizações mais agressivas as realizando nos próximos 1-2 anos”.

Trata-se de um bom sinal, já que a tendência é de crescimento do e-commerce envolvendo dispositivos móveis. Mais de 50% dos entrevistados acreditam que as receitas geradas com o comércio via aplicativos para dispositivos móveis crescerá entre 11% e 50% nos próximo três anos. E 30%, acreditam que esse crescimento será ainda maior: entre 51% e 100%. Essa expectativa baseia-se no crescimento do número de usuários de telefones e outros dispositivos móveis e no investimento das próprias empresas.

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