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26.07.2012 | admin

Bahia investe na análise de celulares

Crescimento do número de aparelhos apreendidos incentiva Instituto de Criminalística a investir em ferramentas como o UFED Cellebrite, fornecido no Brasil pela TechBiz Forense Digital

Para um país constituído por cerca de 192 milhões de habitantes, os dados da consultoria Teleco que mostram a existência de mais de 250 milhões de celulares nas mãos dos brasileiros são bastante expressivos. Imagine a quantidade de informação presente em cada dispositivo móvel e o quão reveladoras e cruciais elas podem ser nas investigações dos mais diferentes casos de polícia? O Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto (ICAP), da Bahia, sabe bem da importância de se analisar os telefones e está investindo fortemente em ferramentas de análise forense específicas para eles.

Clientes da TechBiz Forense Digital há mais de cinco anos e pioneiros na criação do laboratório de forense computacional, o IC acrescentou recentemente ao seu parque de ferramentas o UFED Ultimate, da Cellebrite. O sistema combina extração lógica e física, recuperação de senhas e de arquivos de sistema, além de conter cabos e acessórios adaptáveis aos mais diversos modelos de aparelhos. De Salvador, o objetivo é replicar o uso do dispositivo nas regionais da Polícia Técnica dos demais 417 municípios baianos.

¨Antes do UFED, a gente utilizava uma ferramenta de análise lógica, mas era bem complicado. Um equipamento de extração como o da Cellebrite agiliza muito o nosso trabalho, e isso é crucial, porque a demanda por esse tipo de análise é cada vez maior. Existe uma tendência muito forte do uso de tecnologia não só nos crimes cometidos por meio de computadores, como também nos crimes do dia a dia – homicídio, roubo a banco… Sempre tem um celular ou um computador no local do crime¨, diz o perito criminal Marcelo Sampaio, da coordenação de computação forense do Departamento da Polícia Técnica do ICAP.

Quando não são periciados, os equipamentos eletrônicos servem como apoio na investigação. De janeiro a março, o IC da Bahia registrou 105 ocorrências envolvendo equipamentos, sendo que algumas vêm em lote de 30 a 40 computadores. ¨A fila é grande. Não temos mais espaço para acomodar as máquinas. Além disso, temos uma deficiência de pessoal, mais um motivo para necessitarmos tanto da celeridade e produtividade do UFED¨, contextualiza Sampaio.

Copa do Mundo

Além de dois UFEDs, o Laboratório de Forense Digital do IC conta com dois Image MASSter Solo 4, bloqueadores de escrita da Tableau, Encase Forensic e FRED, todos fornecidos pela TechBiz Forense Digital. O Instituto de Criminalística também estuda a implantação de um Núcleo de Resposta a Crimes Cibernético para a Copa do Mundo.

“O projeto está em andamento e isso vai gerar aporte de recursos para a compra de treinamentos e capacitação de delegados e peritos para investigação de campo. A gente percebe que quando acontece grandes eventos, o grande aporte de pessoas aumenta a incidência de crimes como fraude de cartão de crédito, pedofilia, devido ao turismo sexual, além de outras modalidades. Queremos estar preparados para lidar com isso”, diz Sampaio.

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¨Antes do UFED, a gente utilizava uma ferramenta de análise lógica, mas era bem complicado. Um equipamento de extração como o da Cellebrite agiliza muito o nosso trabalho, e isso é crucial, porque a demanda por esse tipo de análise é cada vez maior”, perito criminal Marcelo Sampaio, da coordenação de computação forense do Departamento da Polícia Técnica do ICAP.

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