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4.11.2011 | admin

A experiência colombiana no combate ao cibercrime

O engenheiro Oscar Eduardo Ruiz Bermudez, diretor da empresa colombiana Internet Solutions

O engenheiro Oscar Eduardo Ruiz Bermudez, diretor da empresa colombiana Internet Solutions

Conversamos com o diretor da Internet Solutions no ICCyber 2011 para entender como a computação forense tem sido empregada na Colômbia.

Não dá mais para separar crimes cibernéticos dos demais crimes. As fronteiras entre o real e virtual estão cada vez mais tênues e o trânsito dos criminosos por esses diferentes espaços é frequente e tem dado trabalho paras as polícias do mundo inteiro. Na Colômbia, o narcotráfico, que manchou a identidade do país, teve a tecnologia como aliada e também como inimiga, e até hoje os grupos envolvidos com essas atividades merecem uma atenção especial dos especialistas em computação forense.

“Os computadores são muito importantes em investigações – para o bem e para o mal. Em 2006, a apreensão do computador pessoal do chefe paramilitar Rodrigo Tovar Pupo, conhecido como Jorge 40, deu início a todo um processo de fiscalização de congressistas envolvidos com a parapolítica. Também foram reveladores os documentos contidos nos computadores do guerrilheiro das FARC, Raúl Reyes, confiscados após a sua morte, em março de 2008, e que continham arquivos muito secretos”, disse Oscar Eduardo Ruiz Bermudez, diretor da empresa colombiana Internet Solution, especializada em computação forense.

“Hoje em dia é mais difícil investigar essas máquinas, porque as próprias FARC se deram conta dos perigos das informações que guardam nos computadores e passaram a utilizar criptografia, transportar dados em USB, armazenar e trocar o mínimo de dados”, conta.

Vanguarda
Oscar Ruiz esteve no ICCyber 2011 para conferir as novidades do evento. Há três anos, ele foi um dos palestrantes convidados do evento para falar sobre as estratégias em computação forense do CSIRT (Centro de Coordinación Seguridad Informática Colombia). A Colômbia foi o primeiro país latino-americano a adotar uma estratégia de cibersegurança e ciberdefesa e, em 2008, o público do evento conheceu as diretrizes do que até então era um projeto.

“Não é apenas uma força. É um comando conjunto. Que reúne exército, Ministério da Defesa, armada nacional e sociedade civil. Temos que lidar com sistemas de informação de inteligência, colaboração e entendimento entre o setor privado e governo que são dois mundos totalmente diferentes. O governo não pode lidar com isso sozinho. É preciso um plano de choque imediato e a única força é unir poder público, privado e sociedade civil”, afirma.

Para fazer parte desse projeto e assessorar a área militar nos temas relativos à segurança da informação, o engenheiro Oscar Ruiz tornou-se oficial da reserva e passou a trabalhar diretamente com o exército. “A polícia e o exército sozinhos não conseguem enfrentar de imediato uma guerra no ciberespaço. Não se capacita uma pessoa em uma semana. Por isso é importante estimular essas parcerias produtivas que acabam resultando no desenvolvimento de softwares e estratégias de inteligência entre governo e empresas.”

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