Cases Fraudes de cartão de crédito

Dois notebooks, uma impressora de cartão bancário e uma régua de gravação de tarja magnética. Esse foi o kit apreendido pela Delegacia de Crimes de Informática do Rio de Janeiro e, posteriormente, encaminhado para a análise do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A parafernália era não só utilizada por uma quadrilha para roubar dados bancários de incautos, como também era vendida para os interessados em fazer parte do crime.

Com os HDs apreendidos, os peritos do ICCE tinham como missão identificar arquivos de conversas em salas de bate-papo; programas para disseminar malwares; acesso a sites de bancos etc. A investigação, parada desde 2008 por falta de recursos técnicos e humanos, foi concluída em cinco tardes após a aquisição dos equipamentos do Laboratório de Computação Forense, fornecido pela TechBiz Forense Digital.

A análise, utilizando o FRED e o EnCase, identificou um canal de chat exclusivo para o planejamento dos crimes e Cavalos de Tróia, que ao se disfarçarem em programas legítimos, roubavam informações das máquinas alheias e abriam portas para possíveis ataques.

“Fizemos essa investigação com o auxílio da TechBiz Forense Digital, que nos forneceu não só o ferramental como o expertise da computação forense, que estão associados aos princípios da perícia criminal já conhecidos por nós. Geramos um laudo pericial, relacionado a um procedimento criminal, que foi anexado ao inquérito”, Danilo Caio, perito criminal do ICCE-RJ.