Cases Falsificação de documentos

As evidências sobre as falsificações de recibos, licenças de veículos e carteiras de identidade – crimes pelos quais estava sendo acusado o proprietário de uma gráfica no bairro de Jacaré, no Rio de Janeiro – não foram imediatamente identificadas pela análise de imagens do EnCase. Inocência? Negativo. Bastou que os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) fizessem uma análise por palavras-chaves com o EnCase para encontrar a lógica do crime. O autor utilizava o computador para cometer as suas infrações, mas não salvava nada no HD da máquina e sim em um Pen Drive.

A descoberta ocorreu ao digitar no EnCase os nomes das pessoas lesadas presentes em uma lista apreendida no local do crime. O EnCase relacionou arquivos que apontavam para um volume serial de um Pen Drive e os peritos rodaram o EnScript, que fez uma busca por arquivos de link. No volume de evidência, foram coletados os arquivos de extensão NNF e as informações extraídas foram anexadas ao Bookmark do software e encaminhadas juntamente com o laudo pericial.

“Os arquivos de interesse não estavam no HD, mas em um pen drive que não foi encaminhado ao exame. Essa constatação deu ainda mais robustez à sentença do juiz, que já contava com uma prova material: a lista com os nomes de terceiros. Os mesmos nomes estavam em equipamentos de informática, o que foi constatado no exame que fizemos”, Danilo Caio, perito criminal do ICCE.